PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA CAI EM DEZ DOS 15 LOCAIS PESQUISADOS EM JUNHO


COM QUEDA DE 5,9%, RIO DE JANEIRO PUXOU O RESULTADO NEGATIVO DO PAÍS; EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS PESOU NOS DADOS.

A produção da indústria nacional teve queda em dez dos quinze locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho deste ano. O pior resultado foi registrado no Rio de Janeiro, onde a produção teve queda de 5,9% em relação ao mês anterior – e o que mais contribuiu para a queda de 0,6% na produção do país.

O setor extrativo foi o que mais pesou no desempenho negativo do Rio, com destaque para o petróleo. “Ela está relacionada a extração de petróleo e gás natural. Podemos destacar, ainda, a influência negativa do setor de derivados de petróleo, principalmente refino”, afirma em nota Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

Também pesou no resultado nacional o resultado da indústria paulista, cuja produção encolheu 2,2% no mês. Embora não esteja entre os piores desempenho, o estado tem o maior peso nos dados nacionais.

A indústria paulista foi pressionada pelo setor de veículos automotores, que vem sofrendo efeitos da conjuntura da economia. “Com a crise na Argentina, que é o principal mercado para as exportações de veículos brasileiros, a produção não escoa. Além disso, o desemprego no Brasil causa menor produtividade e faz cair a demanda, o que gera cautela nas decisões de investimento e consumo”, explica Almeida.

PARÁ É DESTAQUE POSITIVO

No lado positivo, o Pará aparece como destaque da pesquisa, com alta de 4,9% na produção industrial. Foi a segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou alta de 68% – revertendo a queda de 38,6% acumulada nos três meses anteriores.

“O setor extrativo de minério de ferro tem 88% da indústria paraense. É preciso aguardar para ver como o setor irá se comportar, mas, até aqui, conseguiu reverter a queda acumulada e mantem uma trajetória ascendente”, aponta Almeida.

JUNHO CONTRA JUNHO

Na comparação com junho de 2018 – em que a indústria nacional teve queda de 5,9% – houve queda em 11 dos 15 locais pesquisados.

Os mais intensos foram registrados em Mato Grosso (-13,6%), Espírito Santo (-13,2%) e Minas Gerais (-12,0%). Região Nordeste (-8,6%), Bahia (-8,5%), Pernambuco (-7,0%) e São Paulo (-6,1%) também registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-5,9%), enquanto Rio de Janeiro (-5,3%), Paraná (-3,3%), Goiás (-2,2%) e Santa Catarina (-1,8%) tiveram quedas menores.

Por outro lado, Amazonas (5,4%) apontou o avanço mais intenso em junho de 2019. Rio Grande do Sul (3,5%), Pará (2,7%) e Ceará (0,7%) também mostraram taxas positivas.

TRIMESTRE

No acumulado do segundo trimestre, a indústria teve queda de 1% – menor que as registradas nos três meses anteriores, de 2,3%.

Segundo o IBGE, a menor intensidade do recuo foi explicada pelo ganho de ritmo verificado em nove dos quinze locais pesquisados, com destaque para Amazonas (de -5,0% para 4,2%), Ceará (de 0,4% para 5,9%), Pernambuco (de -2,4% para 2,8%), Bahia (de -3,4% para 0,6%), Rio Grande do Sul (de 6,1% para 9,8%), Santa Catarina (de 2,9% para 6,4%) e São Paulo (de -2,7% para 0,7%).

Por outro lado, Espírito Santo (de -7,6% para -16,3%), Pará (de -0,7% para -8,0%) e Minas Gerais (de -2,5% para -8,4%) apontaram os recuos mais acentuados entre os dois períodos.

FONTE: G1

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